#Reflexão – Suco de manga

13/12/2017 – Suco de manga

Estava atrasada, meu horário de almoço já estava acabando e eu ainda estava na fila da lanchonete esperando pra ser atendida. Foi quando vi um menino franzino, dos olhos claros, junto a sua caixinha de chicletes. Já imaginei: “lá vem me pedir pra comprar, logo eu que não ando com dinheiro!” – Rachei a cara, ele com aquela frase pronta que me pareceu tão bem decorada de tanto repeti-la, me pediu: “Tia paga um suco pra mim?”.

Isso eu podia fazer por ele. Perguntei até se queria um salgado, algo para comer, porém ele negou. Chegando ao balcão para pegar o suco perguntei qual era o sabor, ele queria de manga, mas não tinha manga. Foi nessa hora que me dei conta que aquele menino, que aparentava ter no máximo seus 10/11 anos, se quer sabia ler.

Meu coração doeu, doeu por não poder fazer mais por ele, doeu pela situação que ele vive essa que eu nem sei ao certo qual é, doeu por pensar que naquele horário ele poderia estar na escola aprendendo a ler/escrever. Me questiono se ele ao menos sabe escrever o seu próprio nome. Eu nunca o vi por ali e nem sei quando o verei de novo, se é que o verei.

É tão triste saber que não preciso ir longe para ver pessoas necessitadas de ajuda, que ao meu lado tem pessoas precisando de tão pouco de mim. Crianças, jovens, adultos, sem perspectiva nenhuma de vida, sem sonhos. Uma realidade tão constante e verdadeira, impossível não se comover. Mas o que eu tenho feito por esses? Digo, não só hoje, nesse mês, nessa época do ano onde todos (ou quase todos) são tocados pelo espírito “Natalino”?

Talvez seja mais fácil eu ajudar um pobre desconhecido no fim de ano quando várias campanhas são feitas em prol, mas, uma coisa que eu sempre me questionei: “E nos outros meses do ano? Será que eles não passam fome? Não precisam de um agasalho? Um brinquedo?”.

Que esse sentimento não fique apenas em dezembro, a revolta e vontade de ajudar seja sempre, em todos os dias. Que nossas atitudes falem mais que as nossas palavras, mesmo que tudo o que fizermos não seja visto ou aplaudido, mas, que ao deitar na cama a nossa consciência esteja tranquila por saber que o que tinha que ser feito e o que estava ao nosso alcance de se fazer foi feito.

Mateus 22:39 – “E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: “Ame os outros como você ama a você mesmo.”

Escrito por

Carioca de 28 anos, casada, cristã, uma sonhadora que ama tudo que envolve o universo feminino, adora viajar na internet e nesse mundão quando dá, curte fotografias amadoras até se arrisca fazendo umas, tem aparência forte mas é super sensível e delicada mas não leva desaforo pra casa!

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